quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eclipse (21/12/2010)

Da janela do meu quarto pude ver uma Lua perfeita. A mais perfeita de todas que já havia visto. Não por existir Luas diferentes, e sim pelo modo como olho para ela a cada noite. E, nessa noite, confesso que eu me sentia muito bem, tranquilo, eu estava em um momento onde o mundo estava de bem comigo.
Era noite de Eclipse Lunar.
O Eclipse é como a vida. Em noite de Eclipse, a Lua brilha o máximo possível. É como o estado máximo de felicidade que a vida pode nos dar. Aí, vem a Terra impedindo a Luz do Sol de chegar até a Lua, tirando lentamente todo o seu brilho. Tirando a nossa felicidade. Neste momento é quando pensamos em desistir, como se a vida não tivesse mais sentido. É nessa escuridão da Lua que o orgulho e o egoísmo atacam e nos pegam de surpresa, porque ficamos cegos no escuro. E por sorte, essa foi a noite mais escura dos últimos 4 séculos.
Mas mesmo no escuro, existem pessoas que tem Luz própria e que nada é capaz de lhes tirar a felicidade. Porque a Lua se apaga para mim, aqui, mas continua acesa em algum outro lugar para outra pessoa. E assim podemos ver a beleza da escuridão.
E a madrugada volta a ficar iluminada, com a mesma inocência para uns e com o mesmo perigo para outros.
A Lua pega de volta o seu brilho e desce do seu trono para permitir que o Sol governe por um tempo, até que a noite chegue novamente e a bela Lua assiste o mundo adormecer.
- Texto relacionado ao eclipse lunar que aconteceu no dia 21/12/2010.

Matheus Monteiro

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