Vejo
as pessoas a minha volta tentando sobreviver nesse mundo enquanto eu estou
voando. A todo momento estou viajando nos meus pensamentos, numa constante
viagem de chapéu. Vou viajando até Marmoreal. “Menino burro” diz a minha
absolutamente sábia consciência, e essa é a verdade. Burro, idiota e as vezes
até mesmo ignorante em algumas situações. Mas quem não é?
Vermelho
e branco, assim estão divididos os meus pensamentos. Todo mundo tem um lado bom
e um lado ruim dentro de si. Dois lados que estão em guerra. Com o sorriso de
um gato no rosto e serenidade, estou pronto para enfrentar um exército de
cartas de baralho. Então que venham os Reis, Damas, Cavaleiros e Valetes, de
Espadas, Paus, Copas e Ouros, que venha também o Jaguadarte. Com a minha espada
Vorpal vou lhes cortar as cabeças, um por um.
Meus
sentimentos verdadeiros, o orgulho de quem prefere ser temido do que amado e a
bondade de quem ama o próximo a troco de nada. Idiota e contraditório, talvez.
Mas quem não é?
Caindo
até o centro da Terra, que loucura! Uma loucura que faz parte. Esse é o
resultado de quando questionamos demais, quando pensamos demais. Curioso sou, e
tenho pena de quem não é. Porque assim tenho o conhecimento (nunca suficiente)
para saber que meu destino depende só de mim. Perdido no tempo, sempre
atrasado. Para quê viver nessa rotina se posso me aventurar a seguir um coelho
branco?
Matheus Monteiro
Matheus Monteiro
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